"... Se eu gostar de você tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou..." (Fernanda Mello)
Nada alimenta um coração calado O amor distante almejado em dor Seria o egoísmo do ardor da paixão instantânea, Ou quiçá a coletânea de felicidade momentânea Que se esvai no rio desesperador?
E que rio é esse jovem poeta? É chuva de lágrimas advinda do amor? É a vida em incessante corrente que nos leva à dor, ao amor, à dor... A morder nossas entranhas na falta da flor? Nada alimenta um coração calado
Aquele que se cerca Não nada a vida Nada vive Morre nada Nada alimenta um coração calado
Nunca cale seu coração, poeta Mesmo que poeta ele não seja O amor nos traz a vida em poesia E por vezes nos traz e toma a alegria E bebe o sangue da melancolia
Então vive jovem poeta, Cerre os olhos. pare o tempo E seja eterno em seu sentimento Recolha as pétalas da flor Que como lágrimas Permeiam o rio do amor
Viva jovem poeta, viva Vá atrás de sua flor Efêmero é o tempo que se percebe Efêmera é a vida na falta do amor...
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
-- ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
-- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
-- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
É, às vezes acho que estou enlouquecendo Por você, fujo viajo no tempo me submetendo E pra você, meu mundo gira em preto e branco e Colorido E sem você, saio do presente, pro passado e no futuro Eu tô perdido Por você eu mudo o jeito de viver Vou ouvir vinil em vez de ouvir CD Por você eu deixo a badalação Faço serenata voz e violão Largo essa cidade pra morar no campo Faço penitencia troco até de santo Por você cancelo a reunião O meu compromisso é com seu coração Mas espera que eu tô chegando, tô levando Rosas, versos e vinhos Me espera que tô chegando, tô voltando Seja no tempo que for eu só quero esse amor É , agora separar a gente o tempo é incapaz Por você , Por você eu mudo o jeito de viver Vou ouvir vinil em vez de ouvir CD Por você eu deixo a badalação Faço serenata voz e violão Largo essa cidade pra morar no campo Faço penitencia troco até de santo Por você cancelo a reunião O meu compromisso é com seu coração Mas me espera que eu tô chegando, tô levando Rosas, versos e vinhos Me espera que tô chegando, tô voltando Seja no tempo que for eu só quero esse amor Por você eu mudo o jeito de viver Vou ouvir vinil em vez de ouvir CD Por você eu deixo a badalação Faço serenata voz e violão Largo essa cidade pra morar no campo Faço penitência troco até de santo Por você cancelo a reunião O meu compromisso é com seu coração Mas me espera que eu tô chegando, tô levando Rosas, versos e vinhos Me espera que tô chegando, tô voltando Seja no tempo que for eu só quero esse amor É, as vezes acho que eu estou enlouquecendo, por você.
O homem no mundo é sempre um menino
tão perdido em meio ao mundo vão;
o homem no mundo cumpre o destino
de andar buscando em vão a razão.
O homem no mundo é pois descontente:
perde o que tem, não acha o que busca,
ora se perde na escuridão,
ora é a luz fortíssima que o ofusca.
Umas vezes rindo, outras chorando,
tão perdido em meio ao mundo vão,
o homem no mundo cumpre o destino
de buscar a idade da razão.
O homem no mundo é sempre um menino
tão perdido em meio ao mundo vão.
O vento é um cavalo
Ouça como ele corre
Pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como recorre ao mundo
para me levar para longe.
Me esconde em teus braços
por somente esta noite,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o vento
me chama calopando
para me levar para longe.
Com tua frente a minha frente,
com tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa me levar.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopandanto eu, emergido
debaixo teus grandes olhos,
por somente esta noite
Se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias. Esvaziei a mala, ...olhei no fundo dela, limpei, e estou indo… preenche-la com coisas novas. Sensações novas, situações novas, pessoas novas. Tudo novo. Caio Fernando Abreu
Você é uma pessoa que sei que posso contar.
Sabe quando sorrir e quando ficar em silêncio.
Sabe a importância de segurar na mão.
Sabe o que e quando deve falar.
Sabe o que eu sinto.
É ótima companhia para apreciar um por do sol em silêncio.
Sempre vê algo positivo em mim. É sempre sincero comigo.
Se dá por inteiro.
Com quem é muito bom dividir uma pizza,
Um sorvete ou um saco de pipocas.
É muito bom de se abraçar.
Sabe o que se passa no meu coração.
Divide confidências como ninguém.
Acima de tudo posso chamar de amigo!
E sei que significo tudo isso para você também.
Por essas e outras, você é muito especial para mim.
Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro, —
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Que cismas, homem? — Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? — Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.
Há tempos atrás viviam duas crianças, um menino e uma menina, que tinham entre cinco e seis anos de idade.
O menino chamava-se Amor e a menina, Loucura.
O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva.
Já Loucura era emotiva, passional e impulsiva.
Enfim, do tipo que jamais levava desaforo para casa.
Entretanto, com todas as diferenças, as crianças cresciam juntas, inseparáveis, brincando, brigando...
Mas houve um dia em que Amor não estava muito bem e acabou cedendo às provocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia.
Ela não deixava nada barato; estava furiosa como nunca com Amor e começou a agredi-lo, não só verbalmente, como de costume.
Ela estava tão descontrolada que o agrediu fisicamente, e antes que pudesse perceber, arrancou os olhos de Amor.
O Amor, sem saber o que fazer, foi chorando contar à sua mãe, a deusa
Afrodite, o que havia acontecido.
Inconsolada, Afrodite foi até Zeus e implorou-lhe que ajudasse seu filho e castigasse Loucura.
Zeus então, ordenou que chamassem a garota para uma conversa séria.
Ao ser interrogada, a menina respondeu como se estivesse com a razão : que Amor havia lhe aborrecido e que fora merecido tudo o que tinha acontecido com ele.
Embora soubesse que não fora justa com o seu amigo, ela, que nunca soube se desculpar, concluiu dizendo que a culpa havia sido de Amor e que não estava nem um pouco arrependida.
Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança, disse que nada poderia fazer para devolver a visão à Amor, mas ordenou que Loucura fosse condenada a guiá-lo por toda a eternidade, estando sempre junto ao Amor, em cada passo que ele desse.
E até hoje eles caminham juntos : onde quer que o Amor esteja, com ele estará Loucura, quase que fundidos numa só essência.
Tão unidos que, por vezes, não se consegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura. É também por isso que se usa dizer que o amor é cego.
Mas, isso não é verdade, pois O AMOR TEM OS OLHOS DA LOUCURA.
"O tempo é apenas o rio em que vou pescando. Bebo nele, mas ao beber vejo-lhe o leito de areia e percebo quão raso é. A fina corrente logo se esvai, mas a eternidade permanece. Gostaria de beber mais fundo e de pescar no céu, em cujo leito os seixos são estrelas. Não consigo contá-las."